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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

NAVEGANTE



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Este branco vazio

De tua falta em mim
Assombra a calma
Deste meu navegar

E por mais que eu tente
De ti me esquivar

Atravesso teus rios
E deságuo em teu mar 

Ceiça Lima




quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O AMOR NÃO TEM IDADE




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O amor não tem mesmo nada a ver com a idade, o amor é atemporal. 

O amor está na essência de cada indivíduo, todos são capazes de amar e aptos a serem amados. 

O amor não tem mesmo idade, as mentalidades sim, estas se deixam envelhecer, caem em desuso e perdem a capacidade de amar num ato consentido pelo próprio sujeito, porém não imposto pelo tempo...

Feliz é aquele que alcança o privilégio de viver um grande amor, seja em qual for a idade, e sabe cultivar o jardim, regar as flores!

As flores quando não regadas fenecem e uma vez murchas perdem o vigor e a beleza... Morrem! 

Sejamos, então, amantes e amáveis, independente de qualquer coisa sejamos sempre excelentes na arte da jardinagem

Ceiça Lima

DEVANEIOS


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Gente é mesmo algo esdrúxulo! Jamais conseguirei entender...

São tantas as bandeiras defendidas por tantos e tão pouca a vontade de vê-las  hasteadas aos mastros, agitando-se  aos  ventos!  Visão oblíqua da vida, fraqueza, imaturidade, inexperiência?... Não sei, não consigo encontrar adjetivo ou substantivo que classifique este sentimento inexplicável que me sobrepuja.

As pessoas estão cheias de preconceitos, amargas, ensimesmadas e desconfiadas. Uma grande maioria julga aos outros pela tribulação que lhes vai por dentro, pelos reflexos de seus medos e desvarios interiores, não mais conseguem ver no outro a beleza do ser, a leveza do existir, a transparência do agir. Vivem soturnas, em conflitos internos, não conhecem mais a si e nem aos outros. Não têm mais tempo de parar  e ouvir as pessoas, de alcançar-lhes a essência... Simplesmente julgam, condenam  e dão o veredicto ao bel prazer dos seus pensamentos desconexos. 

Nós,  almas angustiadas, estamos perdendo a capacidade de enxergar o que de mais belo existe na vida:  originalidade, lealdade, confiança e  respeito. Não mais conseguimos ver além do nosso próprio umbigo. Não mais temos tempo, ou talvez coragem, de olhar mais profundo às pessoas que passam por nós. Triste expiação é este nosso estado de ser.

Gente é mesmo algo  bizarro, misterioso e surpreendente. Não sei se sorrio, se choro ou se saio gritando: - Socorro, parem o mundo na próxima estação que preciso descer!  

Está difícil conciliar os pensamentos. Está difícil assimilar os acontecimentos. É complicado entender esta  imensa confusão que arrazoa dentro de mim. Afinal sou gente e, dual, também ando oblíqua nas voltas da vida...

Gostaria, SIM, de poder descer na próxima estação! Estou cansada desta viagem, na verdade estou farta! Estou farta até de mim.

Ceiça Lima

JURAS


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Jurei, 
Num ato desesperado,
Jurei não mais chorar por ti
E tua lembrança sucumbir,
Fúria e fleuma e com razão
Jurei  arrancar-te de mim.
Hoje sei, jurei em vão,
Este inconstante coração
De ti lembrou, por ti chorou...
E abominei esta condição de coisas
E o limiar da loucura fez-se tão ínfimo 
Que  tive raiva de mim e odiei a ti 
Com toda a intensidade que te amo.
E descobri-te saga infinita
Revolvendo-se dentro de mim.

Ceiça Lima

http://www.recantodasletras.com.br/poesiasdetristeza/3621682

AMO-TE


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sábado, 25 de fevereiro de 2012

GENTILEZA GERA GENTILEZA


 Imagem Google

"Gentileza gera gentileza" e, conseqüentemente, paz e harmonia... Seja você, mas aceite também a maneira de ser do outro!

Não podemos transformar o mundo e deixá-lo do nosso jeito, se assim fosse a vida seria muito triste, não seríamos humanos e sim máquinas com manuais de instrução. As diferenças existem para que possam ser superadas e para que possamos aprender a amar ao próximo, aceitando-o como ele é.

Isto não significa que devemos aprovar maus comportamentos, falta de caráter ou seguir pela mesma linha, para isto temos nosso julgamento interior e o livre arbítrio, ambos nos guiam nas escolhas entre o certo e o errado...  O que precisamos é de muita habilidade para lidarmos com estes dois elementos, a escolha entre  o certo e o errado é muito relativa... O que é certo ou errado para nós não tem, necessariamente, o mesmo significado para os outros.

Portanto, sejamos gentis para com tudo e todos. Sejamos gentis para com os animais, o planeta e, principalmente, as pessoas, pois elas não são e nunca serão iguais ao que qualificamos como justo e correto.

Precisamos ler o mundo nas entrelinhas, esquecendo o nosso próprio ego. Um dos nossos maiores inimigos é o nosso  "eu interior".  Se não nos conhecemos  e não nos aceitamos como verdadeiramente somos, nunca conseguiremos alcançar ao outro, portanto deixemos de hipocrisia e vamos encarar de frente que não existe uma pessoa, uma única pessoa neste mundo que possa dizer sou perfeito, sou puro, sou verdadeiro, não erro, não minto, não julgo, não atiro pedras no telhado dos outros. Hipócrita é aquele não conhece a si mesmo e em nome da verdade e da liberdade de pensamento se torna grosseiro e rude ao expressar seus sentimentos. É aquele que não conhece o significado da palavra gentileza!

Somos hipócritas quando pretendemos que o mundo e as pessoas girem ao nosso derredor, quando cremos que somente nós somos corretos, puros  e verdadeiros. O que transforma nossa vida é nos conhecermos a nós mesmos, sabermos a dimensão das nossas virtudes, fraquezas e limitações e não julgar ou criticar aos outros. É reconhecendo-nos humanos, passíveis de erros que conseguimos nos harmonizar com o mundo e não julgando as pessoas com os nossos espelhos interiores. Sempre que julgamos e condenamos alguém estamos emitindo nossos reflexos interiores.

O que transforma a nossa vida é sermos sempre gentis com todos, inclusive conosco mesmos. É reconhecermos nossos defeitos e nossas qualidades e, principalmente, aceitarmos nossas inconstâncias... Somos, por essência, seres duais, jamais podemos esquecer este atributo de nossa personalidade. Vemos o mundo e as pessoas sempre com lente dupla, de acordo com nossas experiências de vida e ninguém tem culpa por nossas amarguras e decepções... Gritemos nossas verdades sim, defendamos nossos valores sim, mas sempre com doçura, gentilmente e nunca grosseiramente.

Gentileza é, portanto, fundamental...   Suporte o jeito de ser do outro, seja tolerante... Já disse Saint-Exuperi: é preciso que suportemos algumas larvas, se quisermos contemplar as borboletas.


Ceiça Lima

http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/3519641




domingo, 6 de novembro de 2011

QUIETUDE I

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Há tempos estas vontades...
Que incluem passeios de mãos dadas,
Casa de campo, um sol diferente.
Há tempos estas vontades insipientes...
De observar pássaros e borboletas,
E o vento a brincar entre as folhagens.
De Tomar banho de chuva,
Andar por caminhos de terra molhada,
Sentir o prazer e a dor de todo dia,
Porém confiante e de alma serena.
Há tempos estes desejos simples...
De dedicar mais do meu tempo à casa,
Preparar suflês, pão de queijo, torradas...
De deixar os objetos e tudo à minha volta
Parecidos comigo e eu parecida com tudo...
Abrir as janelas para o sol invadir a sala,
Enfeitar o quarto com cortinas leves,
Coxins macios e colchas estampadas,
E perfumar tudo com incenso de rosas.

Ceiça Lima

http://www.recantodasletras.com.br/poesiasbucolicas/2289505




QUIETUDE II


 Há tempos estes sonhos elementares...
Plantar orquídeas, tulipas e gérberas,
Encher de margarida as jardineiras,
Adubar a terra e regar o jardim...
Respirar o cheiro delicado do orvalho,
Colher flores coloridas e perfumadas
Frutas, verduras e legumes fresquinhos,
Ouvindo o alvoroço dos bichos no quintal.
Sem hora de chegada ou partida,
Subir serras, descer montes,
Tomar banho de cachoeira,
Beber água pura das fontes...
Há tempos este desejo na mente...
Pintar a vida com tinta colorida!

Ceiça Lima

http://www.recantodasletras.com.br/poesias/2290747 


 

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

PASSAR DO TEMPO


Lá no alpendre,
Da casa amarela,
Deitada em teu colo,
Balançando na rede,
Admirando as estrelas,
E a serenidade da lua,
Ouvindo teu respirar,
E deixando o tempo passar...
Há tempos antevejo
Por entre o laranjal,
Nós dois lá longe,
De mãos dadas,
Pés descalços,
Passos lentos,
Cabelos branquinhos,
Felizes... Velhinhos...
Repletos de sonhos,
Amor e carinho!

 Ceiça Lima




O SÉTIMO DIA

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Contam que o Universo era um espaço inóspito e revolto... Era o “nada” e “tudo” flutuava inerte na espiral sombria daquele caos...

Sem vida, éramos poeirinha cósmica girando em meio às galáxias. Talvez estrelinhas brilhantes passeando entre as Eras, enfeitando os céus do caos... Pontinhos fumegantes revolucionando a vastidão sem fim... De nada sabíamos e de nada precisávamos, sequer existíamos.

Um dia, não se sabe como e nem porque, Deus, que naquele caos co-habitava, entendeu que aquilo não era bom. Coisa nenhuma continha movimento de vida, tudo era um revolver desordenado, uma grande confusão.

Naquele instante o Criador achou por bem organizar a desordem e durante seis longos dias trabalhou intensamente e fez tudo que hoje há. Ordenou os dias, as noites, os planetas, as águas, a natureza...

Criou a vida... Criou o homem, à sua imagem e semelhança e a este entregou o domínio da Terra e de tudo que nela existia... E já enfadado, no sétimo dia, Deus descansou.

E desde então muita coisa mudou...

Como único ser pensante, racional e inteligente o homem tinha nas mãos o Universo inteiro ao seu dispor. Encheu-se de “sonhos” e se fez do mundo co-criador... E dominou sobre a Terra e tudo que nela há, desejou cada vez mais o poder e a soberania.

Para seu próprio deleite modificou a natureza das coisas, encheu-se de empáfia e dominou sobre o mais fraco, corrompeu, adulterou e contaminou o mundo com o anseio de  tudo ter, de tudo poder...

E o homem, antes imagem e semelhança de Deus, transformou-se num animal feroz e destrutivo... Predador da sua própria espécie em todos os domínios da existência. Muitos, opulentos, nada fazem em prol do irmão abandonado à própria sorte, presunçosos seguem insaciáveis, angariando, capitalizando, monopolizando...

E hoje a Terra é um espaço escuro, revolto e quase inóspito, submersa ao caos que abriga a humanidade... Os homens campeiam no “tudo” e “nada” encontram... São seres viventes, pensantes, racionais e inteligentes rodopiando na espiral sombria do caos...

E permanecemos no sétimo dia... Talvez Deus, ainda cansado, durma ou dormite... A humanidade não tem luz suficiente para despertá-Lo a um novo alvorecer.

Ceiça Lima

http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/2345357



domingo, 30 de outubro de 2011

ESTRADAS

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Extremos são grades,
Polarização cadeias...
Prefiro meio de estrada
Com curvas sinuosas,
Caminhos e atalhos
Que se bifurcam,
Que se fundem
Em outras estradas,
Em outras formas,
Modalidades...
Em espirais.

Ceiça Lima


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

VAI

Vai... A hora é essa,
o tempo urge,
em segundos tudo se esvai.
Quem não vive o momento
perde as forças, estaciona
solitário e incapaz...

Ceiça Lima

NAVEGANTE

 Imagem Google

Este branco vazio
De tua falta em mim
Assombra a calma
Deste meu navegar
E por mais que eu tente
De ti me esquivar
Atravesso teus rios
E deságuo em teu mar...

Ceiça Lima

BARREIRAS



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Barreiras entre nós se erguem, vestidas de discursos comuns.
Termos que nos separam, pretéritos imperfeitos, aspectos tristes de fim.
Fenecer descompassado... Gosto amargo de coisas acabadas.

Ceiça Lima

http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/2986109



MÃOS DO TEMPO


 Imagem Google

Deixo tudo em mãos do tempo... 

Que ele é sábio, cura as feridas, amaina a paixão, acalenta o amor, traz novos caminhos, novos rumos e renova as esperanças.

Deixo tudo em mãos do tempo... 

Para que eu possa ainda ver o lado bom dos seres humanos, SEM MEDO!


Ceiça Lima

http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/3105026


PERDEMO-NOS

Imagem:  http://www.versodeamor.com.br/wp-content/uploads/2011/09/arco-iris-amor.jpg

Perdemo-nos, nossas pontes ruíram, no entanto as correntezas não te arrastaram...  Trago-te tatuado na retina como um arco-íris sorridente.


Ceiça Lima

http://www.recantodasletras.com.br/pensamentos/3222288


 


domingo, 23 de outubro de 2011

CONVIVÊNCIAS

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Que alguém sempre brinca de montar quebra-cabeças e nesta parábola, por vezes, somos peças que devem se ajustar a um jogo egoísta, não restam dúvidas.


O grande enigma, para o jogador, é encontrar algum lugar onde possa as peças encaixar; já para as peças, é perceber-se parte da trama e impetrar meios de  construir o próprio destino. Eis a grande charada: viver ou deixar-se levar como peças vácuas em mãos concludentes...


A cada dia somos medidos, a cada momento somos envolvidos em diversos e incógnitos enredos, pouco ou nada sabendo do amanhã o que será. Complicado paradoxo é conviver em harmonia, ser parte do todo e manter a individualidade entre os embustes que se nos apresentam!


No projetar de nossas vidas sonhamos... Na arte de sonhar nos renovamos, encontramos forças para persistir na busca da tão sonhada liberdade, da almejada felicidade...


Ah, mas sem proeminências...  Sabendo que mesmo guardadinhos no mais seguro refúgio, alguém um dia conosco virá brincar. Tentará levar embora os sonhos sem nada, em absoluto, nos perguntar... Apenas pelo simples prazer de com nossas vidas jogar.

Ceiça Lima